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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

MÉRIDA, Espanha

Mérida é a capital da comunidade autônoma da região de Extremadura, na Espanha. Localizada às margens do rio Guadiana, com aproximadamente 60.000 habitantes.
O Conjunto Arqueológico de Mérida é considerado um dos maiores conjuntos arqueológicos de Espanha. Declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 1993. 
Mérida, a cidade mais romana da Espanha, merece visita de um ou dois dias. Mas, tínhamos menos de um dia para visitá-la. Chegamos no meio da manhã e, no dia seguinte, seguiríamos para o nosso próximo destino. 

Um pouco da história de Mérida:

  Inicialmente, a Península Ibérica era habitada pelos povos ástures, cântabros, vetões, lusitanos entre outros. A primeira invasão da península pelos romanos, ocorreu com a segunda guerra púnica com Cartago (218 a.C. – 201 a.C.). Após vários anos de lutas, os romanos estabeleceram a Pax Romana.
  Na época, a região da Península Ibérica passou a ser conhecida por Hispânia e era dividida em três províncias (Lusitânia, Bética e Tarraconense). A Lusitânia romana incluía aproximadamente todo o atual território português ao sul do rio Douro, a Estremadura espanhola e parte da província de Salamanca. 

  A cidade romana, Colonia Julilia Augusta Emerita ou Emerita Augusta (atual Mérida), foi fundada por decisão do Imperador Octavio Augusto, em 25 a. C. Inicialmente, seria um posto intermediário para as legiões de soldados romanos veteranos (LEG - V ALAVDAE e LEG - X GEMINA), como prêmio pela conquista e ocupação romana do norte da Península Ibérica (Guerras Cantábricas).  Pela sua importância e prestígio, Augusta Emerita, foi elevada a condição de capital da Lusitânia (Diocesis Hispaniarum), uma das três províncias da Hispânia. Período em que a cidade passou por grandes transformações de infraestrutura aumentando ainda mais sua importância no Império Romano. Ergueram-se templos, teatros, fóruns, circos, aquedutos, pontes, termas, casarios, ...
   Foi o período de ouro da cidade.
  Após a decadência do império romano, inicia-se a época visigótica, por volta do ano 409 d.C..  Período em que era a segunda cidade em importância e prestígio, depois de Toledo, que era a capital na época.  
 No ano 713 d.C., foram os mouros, vindos do norte da África através do estreito de Gibraltar, que tomaram a região, sob o comando do general Musa ibn Nusayr, depois de um longo cerco com várias batalhas.
  Durante o período muçulmano, Mérida passou por várias rebeliões internas contra o califado.
  Por volta do ano 842, Abderramán II ordenou a destruição parcial da cidade em represália aos constantes conflitos e revoltas.
Inicia-se, nesta época, o período de decadência da cidade, tanto a nível político como religioso.  

  Após a reconquista cristã por Afonso IX, em 1230 d.C., a cidade passou a ser sede do Priorado de San Marcos de León da Ordem de Santiago. Período com poucas contribuições significativas para a retomada do crescimento da cidade.  Apenas em meados do séc. XIX, com o Estatuto Autonômico, Mérida começou a se recuperar e crescer, passando a ocupar as duas margens do Rio Guadiana.  Atualmente, a cidade possui uma ampla rede de serviços e infraestrutura à disposição. Além, de uma excelente infraestrutura hoteleira construídas em função dos diversos pontos turísticos de valor histórico e cultural.

A história de Mérida é escrita em parceria com a arqueologia.
História antiga e arqueologia. Duas ciências inseridas entre prédios recentes e ruas asfaltadas. Encontrar ruínas ou escavações arqueológicas em andamento é tão comum, que com o tempo passa a ser normal.

Hospedagem: Hotel Velada Mérida, na Av. Reina Sofia.

Chegamos em Mérida, vindos de Badajoz, pela via A5. Uma curta viagem com duração em torno de 50 minutos. Foram aproximadamente 67 Km, em uma estrada tranquila, bem sinalizada e conservada.
Como sempre, nossa primeira providência foi localizar o nosso hotel, onde pernoitamos por uma única noite.
O Hotel Velada Mérida, quatro estrelas, situado na avenida Reina Sofia. Um palácio do século XVI, remodelado e ampliado para a atividade hoteleira. Conta com 144 quartos. Sua localização, no histórico centro artístico de Ávila, é próxima de diversos pontos de interesses, como: compras, passeios turísticos, restaurantes e bares. A piscina externa não estava disponível durante nossa estadia (maio 2019). O que me pareceu estranho, visto que o tempo estava quente e firme. Possui estacionamento disponível, não incluso na diária.
Um hotel com boas acomodações. Mas, temos que seguir nosso intuito de visitar o máximo possível nesta única tarde. Iremos pernoitar uma única noite em Mérida. Amanhã após o café da manhã seguiremos para outro destino. E, Mérida, tem muito a oferecer aos turistas. 
Então, com um mapa em mãos, vamos começar o nosso passeio.

Monumento à la Diosa Ceres:

Do hotel, seguimos pela Calle Octávio Augusto até uma rotatória denominada como Monumento à la Diosa Ceres (Monumento à Deusa Ceres). Foram aproximadamente 460 metros em 6 minutos de caminhada. Caminhar é uma boa forma de conhecer a cidade e o modo de viver de seu povo. Esta rua em especial, possui várias casas de bonitas.
Ceres é a deusa romana da agricultura e da terra. Sua estátua possui 2 metros de altura.

Plaza Margarita Xirgu

Por trás da rotatória, vemos uma área arborizada e ajardinada que faz parte da Plaza Margarita Xirgu. Margarita Xirgu, foi uma atriz espanhola que viveu em exílio no Uruguai durante o período de ditadura de Francisco Franco na Espanha.
Um caminho pedonal na praça, conduz ao Teatro/Anfiteatro Romano e à Casa del Anfiteatro.   
A casa del Anfiteatro, fica à direita do caminho pedonal da praça. Sua entrada estava fechada, não sei o motivo. Mas pela cerca, você consegue ter uma ideia desse sítio arqueológico. 

Teatro e Anfiteatro Romano

Seguimos pelo caminho pedonal da praça, até o Teatro/Anfiteatro Romano. No caminho, você pode vislumbrar parte das ruínas que fazem parte deste maravilhoso conjunto arqueológico romano.
Abaixo, as fotos mostram parte das ruínas do Anfiteatro Romano, visto pelo lado de fora do complexo.
Pensem num dia de verão em plena primavera. O céu, sem nuvens, parecia encomendado para as fotos. Imaginem no verão, o calorão deve ser insuportável. 
Minha dica de ouro: ande sempre com protetor solar, óculos de sol, chapéu, sapato confortável e roupas leves. Não esqueça da garrafinha d'água.
Compramos o ingresso na Oficina do Teatro Romano de Mérida, que fica na mesma praça ao lado da antiga entrada abaixo.
A entrada principal fica fechada constantemente. Você entra por uma passagem na própria oficina de turismo.
E, lá vai minha primeira foto da arte do mosaico, em Mérida. 
- Anfiteatro Romano
Assim que você acessa o monumento arqueológico é só seguir as setas que indicam o caminho a ser tomado.
O passeio começa pelo Anfiteatro Romano, um importante monumento romano que permaneceu soterrado durante centenas de anos, sendo descoberto há apenas algumas décadas. 
Os acessos para o anfiteatro romano eram vários. Placas informativas esclarecem cada acesso. Aliás, são várias placas distribuídas, com informações pertinentes e relevantes para a compreensão do que é visto.
O Anfiteatro data do ano 8 a.C., sendo construído pelos romanos na então Emerita Augusta. 
Com capacidade para 14.000 espectadores. Destinava-se a corridas, jogos e lutas entre gladiadores com diferentes armas e as venationes. 
As venationes eram lutas entre feras ou entre homens e feras. Os romanos viviam pela glória das lutas e estes shows eram muito populares.
Abaixo, um dos acessos mencionados na foto anterior. Uma das portas monumentais que levavam à arena.
Através de pequenas escadas, os espectadores acessavam a arquibancada destinada aos mesmos. 
Você pode circular por boa parte dos acessos e corredores do anfiteatro. 
 
Ao longo das escadarias que levavam à arena através das portas dos principais eixos, existiam aposentos que eram usados para ​​manter e preparar os gladiadores para o espetáculo.
Resumindo, os espectadores (público) entravam pelos arcos superiores, os gladiadores pelo arco inferior (portas monumentais) e os animais selvagens pelas portas baixas laterais a nível do solo. 
As lutas e corridas ocorriam na ampla arena elíptica e coberta por areia. No centro da arena, um grande poço escavado recebia pilastras que sustentavam o assoalho de madeira (parquet). Sua finalidade não é muito clara. Podia ser para manter os animais enjaulados ou guardar os materiais cênicos utilizados em cada espetáculo.
A arena era separada da arquibancada por um pequeno muro de granito, denominado de pódio.
Tanto o Anfiteatro como o Teatro Romano foram construídos na encosta da Colina de San Albín. A inclinação dessa colina foi aproveitada na construção das arquibancadas, acessadas por escadas e corredores.
Os assentos das arquibancadas, distribuídos em três arcos ou níveis, eram divididos de acordo com o status social do espectador e classificados como cávea summa, cávea mídia e cávea ima. Atualmente, apenas a cávea ima e parte da cávea média estão preservados.
Seguimos nosso passeio passando por baixo de uma composição de arcos romanos que nos conduziu a uma área central do complexo arqueológico. Esta área central se comunica com o Teatro Romano, o Peristilo del Teatro e a entrada/saída do complexo.  
Na foto abaixo, podemos ver os arcos que mencionei e, além dos mesmos, o anfiteatro que terminamos de visitar. Estes arcos formavam a entrada principal para o Anfiteatro. Daqui seguimos para o Teatro Romano.
- Teatro Romano 
Construído por Marco Agripa, genro do Imperador Octavio Augusto, entre os anos de 16 e 15 a.C., quando a Colônia passou a ser a capital provincial da Lusitânia. 
Com capacidade para 6000 espectadores possui 13 portas que comunicam as arquibancadas como exterior. 
Como no anfiteatro, os espectadores eram distribuídos de baixo para cima, de acordo com sua classificação social, em três seções das arquibancadas ou cáveas (summa, mídia e ima), separados por corredores e barreiras. As arquibancadas eram acessadas ​​por escadas distribuídas de maneira a formar raios que cortam os arcos.
Após a conquista dos mouros, foi soterrado juntamente com o anfiteatro, para servir como área de cultivo agrícola. Assim permaneceu por séculos. 
Apenas em 1910, começaram os trabalhos de escavação e reconstrução do monumento. Trabalho que perdurou por todo o século XX. Atualmente parte das arquibancadas foram reconstituídas e são utilizadas com segurança.
Em um espaço semicircular, na base inferior da arquibancada, ficam a orquestra e o coro.
De todo o Conjunto Monumental de Mérida, este é sem dúvida o mais emblemático e marcante.
O palco ou boca de cena, é a área que mais encanta. Uma preciosidade sem igual.
O palco é imenso. Ao fundo temos dois níveis de colunas coríntias sobrepostos, protegidos por uma parede gigantesca. 
Entre os pórticos e colunas, estão várias esculturas.  Ceres, Proserpina, Plutão, romanos com togas e outras. Réplicas. As verdadeiras estão no Museu de Arte Romana. 
Este monumento é Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1993 e um dos 12 Tesouros da Espanha desde 2007.
O palco em nível mais elevado em relação ao espaço destinado à orquestra e coro que fica em um fosso raso. A parede que sustenta a parte anterior do palco (proscênio ou proscaenium) forma êxedras semicirculares e retangulares alternadas, delimitando a área do palco propriamente dito, da área reservada à orquestra e coro. Estas "êxedras" criam avanços limitados do palco, além da "boca de cena" permitindo uma maior interação do ator com os espectadores. É este avanço do palco que recebe o nome de proscênio. 
O piso da área semicircular da orquestra, é em mármore de reforma posterior à inauguração do teatro, mas não recente.
O paredão que serve de fundo ao palco alcançava 30 metros de altura. Denominado de Scaenae Frons, forma o fundo do cenário do palco, sendo permanente. Possuía três portas frontais para a entrada dos atores, que também podiam entrar pelas laterais do palco. Sobre a entrada central o monumento dedicado à Deusa Ceres.
Outrora, por trás do muro, ficavam dependências utilizadas pelos atores e o Peristilo ajardinado.
Abaixo, detalhes das colunas coríntias romanas. Trabalho com mais de 2.000 anos de existência. 😶 Fantástico!!! 😍
Subir na área do palco nos dá a dimensão do que era o Teatro Romano.
Desde o ano de 1933, neste teatro recuperado, ocorre o Festival de Teatro Clássico de Mérida. Sempre nos meses de verão com apresentações clássicas e modernas. 
😎 Se você for viajar no verão para Mérida, verifique a programação para conciliar com sua programação. 

- Peristilo del Teatro
Por de trás do cenário do palco do Teatro fica o Peristilo del Teatro que podemos visualizar pelas aberturas. 
Do teatro retornamos para a área de conexão, pela direita do palco, acessando um recinto (ou corredor), outrora coberto.
No espaço, sobre um pedestal de granito, a escultura em bronze de Margarita Xirgú (1888-1969), atriz espanhola, como Medéia (mitologia grega). Papel que a atriz interpretou em 1933, por ocasião da inauguração do Festival Internacional de Teatro Clássico. Obra feita pelo escultor Eduardo Acero em 2008, a partir de fotos de arquivo. 
Não tenho certeza, mas partindo da proximidade com o palco, acho que parte dos atores ficavam nesta sala. Uma espécie de bastidores (coxia)?
arquitetura romana; sem guia;
Enfim, o Peristilo del Teatro, um pátio ajardinado rodeado por colunas romanas.
O jardim no centro do pátio é lindo e merece alguns minutos de observação.
Área de lazer e descontração, utilizado entre as apresentações e nos intervalos das mesmas.

Não deixe de observar a imensidão e robustez da parede de fundo do palco. Imaginar que foi erguido há mais de 2000 anos. 
De algumas colunas do Peristilo, só sobraram a parte inferior.
No entorno, muitas estruturas recuperadas de escavações arqueológicas.
Será que algum dia irão reconstruir tudo? Talvez. Mas, neste caso, eu acho que o impacto ao ver as ruínas se perderiam.
- Sala de Aula Sacra:
No fundo do jardim, escavações iniciadas em 1932, levaram ao descobrimento de mais um marco histórico relacionado com este complexo arqueológico. A Sala de Aula Sacra. Com mais de 2000 anos, possivelmente criada para o culto imperial, sendo dedicada ao imperador Octavio Augusto, fundador da colônia romana Emerita Augusta.
Uma pequena sala com piso de mármore original (fato incrível!) e o que seriam restos de cinco fornos. Após sua descoberta, passou por vários processos de restauros. A última restauração ocorreu em 2014. 
Uma placa ilustra os materiais empregados em sua construção.
As esculturas com toga romana simulam uma "aula" presidida por Julius César Augusto (nicho central). "Participam" desta aula Tibérius e Druso El Mayor
As três esculturas presentes na sala de aula são réplicas. As originais estão no Museu Nacional de Arte Romana, outro lugar que você não pode deixar de ir.
Abaixo, uma foto aérea do Google na qual eu identifiquei os pontos mais importantes. Apenas para facilitar a compreensão. 

Museu Nacional de Arte Romana de Mérida:

Localizado na mesma praça do Anfiteatro e Teatro Romano, foi inaugurado em 1986, obra do arquiteto Rafael Moneo Vallés, que substituiu o antigo Museu Arqueológico de Mérida.
Uma construção moderna, em tijolo vermelho e concreto, que se destaca pela grandiosidade. 
Na realidade, a construção é a sede principal do Museu. As peças do período visigodo, ficam em outro prédio onde funciona a sede complementar (Igreja do Convento de Santa Clara), desde 1838.
Museu Nacional de Arte Romana de Mérida;
No entorno do prédio, várias lanchonetes para refeições rápidas. Se você tiver tempo não deixe de visita-lo. 
Entrada paga (3 € - maio 2019), não inclusa no combo do Teatro/Anfiteatro Romano. O ingresso reduzido é de 1,5 €.  Para crianças e idosos acima de 65 anos, a entrada é livre. Aos domingos, a entrada é gratuita até às 15 horas. Vale pagar para desvendar um pouco mais da antiga Mérida Romana.
Museu Nacional de Arte Romana de Mérida;
Sua coleção arqueológica permanente, do período romano, é distribuída em várias salas organizadas em três andares, além de uma cripta. 
Os andares são abertos para o corredor central do piso térreo. Do corredor central, com altíssimo pé direito, é possível visualizar os demais andares que criam ângulos diferentes e inusitados. 
Os ambientes se comunicam através de passagens com arcos semicirculares.
A cobertura em vidro, apoiada em arcos em toda sua extensão, permite uma iluminação natural do ambiente como um todo. Embora, ainda necessite de iluminação artificial, aqui e acolá. O efeito é dramático e criando uma sinergia espantosa com os objetos expostos. Simplesmente, fantástico. 
A coluna, na segunda imagem na foto abaixo, foi recuperada do Templo de Diana (que infelizmente não visitamos).
Os mosaicos são belíssimos, alguns eram de calçamentos de antigas casas. Um trabalho de paciência retirar do local original e reconstruí-lo nas paredes do museu. 
Eu sei que já mencionei em outras postagens. Mas, eu realmente amo mosaicos e vitrais. Eu fico encantada com esta arte. Criatividade, paciência e habilidade unidas para contar um pouco da história de uma civilização.
As esculturas que vimos no anfiteatro Romano são réplicas. As originais você irá encontrar no museu entre tantas outras.
A maioria das peças são identificadas e com referências do local de origem.
São esculturas encontradas nos sítios arqueológicos do Anfiteatro/Teatro Romano, Casa del Mitreo, ..., e outros. Além de relevos em lápides, que faziam alusão ao morto, como é o caso da última imagem da foto abaixo.
A visita ao museu, nos mostra um pouco da dinâmica das cidades romanas, seu cotidiano, rotinas e costumes.  
Além das esculturas e mosaicos, encontramos lindas peças decorativas em bronze, ...
..., cerâmicas com temas de antigas civilizações, ...,
..., moedas de vários períodos do império romano, ...,
..., lanternas que funcionavam a óleo, ... e muito mais. 
Difícil registrar tudo. Seria necessário elaborar um livro e não uma postagem.
Não poderia faltar uma área dedicada aos ritos funerários, no piso térreo.
O porão, onde fica a cripta, é acessado por uma escada e uma espécie de elevador. Lá podemos observar áreas de escavações arqueológicas. Parte do pavimento de antigas ruas, alicerces e ruínas de casas decoradas com pinturas e trecho do aqueduto de San Lázaro.  É como viajar no tempo e na história.
O museu conta com uma biblioteca e arquivo de acesso restrito.
Paralelamente, ocorrem atividades culturais e educacionais como: exposições temporárias, congressos, palestras e cursos ligados ao tema.
Abaixo, foto da maquete da antiga cidade romana de Emerita Augusta, atual Mérida.
Nossa, que museu maravilhoso. Amei e super recomendo.
O museu é grande e nosso tempo foi curto. Então nossa visita foi bem rápida para o meu gosto. O ideal é reservar um tempo maior para poder apreciar todas as peças expostas e ler as identificações feitas pelo museu. Mas, é melhor uma visita corrida que deixar de fazê-la.

Museo Abierto de Mérida (MAM):

No caminho para a nossa próxima atração, o Circo Romano, visitamos outro museu, na calle Cabo Verde. 
O Museo Abierto de Mérida a 4 minutos do Teatro/Anfiteatro Romano. Não faz parte do ingresso combinado e, a entrada, é gratuita. 
Use o GPS ou volte até o Monumento à Deusa Ceres e pegue a calle Cabo Verde. Daí é só seguir por 240 metros até o museu. Este caminho é um minuto mais longo, mas é mais fácil para se orientar sem GPS. Atenção, isto para quem estiver a pé.
Geologia, história e arte antiga em um edifício moderno de 2007, com restaurante no terraço. 
Não estava em nossos planos, mas a amplas vitrines estimularam nossa curiosidade. Entramos.
No interior com exposições permanentes sobre geologia, mineralogia, fósseis, ..., achados pré-históricos, dispostos em vários espaços.
- Espaço geoemérita (geologia, paleontologia, mineralogia e petrologia).
Espaço composto por duas salas contendo a Coleção Geologia “Fernández López-Sos Baynat”.
Coleção doada pelo geólogo Don Vicente Sos Baynat.
Painéis explicativos, auxiliam na compreensão do assunto.
Após coletadas, as amostras eram analisadas, classificadas e arquivadas em armários de madeira, estilo gaveteiros.
Abaixo, parte do mobiliário utilizado pelo professor Sos Baynat. 
- Espaço praemérita (objetos paleolíticos ou neolíticos). 
Coleção pré-histórica oriunda de sítios paleolíticos, neolíticos, calcolíticos, da Idade do Bronze e proto-históricos da região que tempos depois seria a atual Mérida.
Uma associação sem fins lucrativos, a Emerita Antiqua, ocupa uma sala do museu, onde ficam expostas vestimentas, capacetes, estandartes e outros objetos usados em encenações que recriam a época romana. 

Circo Romano:

Do MAM, seguimos para o Circo Romano, na Av. Juan Carlos I.
O Circo Romano, conhecido como "Circus Maximus", é um conjunto arqueológico composto de uma enorme clareira com vestígios do que foram arquibancadas e paredes ao redor.
Construído na dinastia de Julio-Claudia, com mais de 400 m de comprimento e mais de 100 m de largura, era um dos maiores edifícios de espetáculos da antiga Mérida romana. Os mais de 30.000 espectadores eram separados de acordo com sua classe social.
Aqui ocorriam "jogos olímpicos" como as corridas de carros ou carroças de duas rodas puxados por 2 cavalos (bigas) ou 4 cavalos (quadrigas). Daí, também ser chamado de hipódromo. 
O uso de carros puxados por cavalos era comum entre os gregos antigos, etruscos, romanos e bizantinos. Mas, foram os romanos que o tornaram um esporte popular.
Em muitas corridas, tanto o piloto como os cavalos ficavam gravemente feridos ou eram mortos. 
Antes de iniciar a visitação, você passa pelo Centro de Interpretação, onde assiste um filme em castelhano (sem legendas), que explica a origem da construção. Se não domina o castelhano, pule o filme e se concentre nas explicações nas diversas placas e na espetacular vista do mirante. É o suficiente para compreender a importância e valor histórico do hipódromo.
O Centro de Interpretação possui um mirante com uma linda e completa vista do conjunto. Você pode descer até a área e circular livremente. Mas, o melhor é a vista do todo a partir do mirante. 
Interessante, mas não compensa pagar a entrada isolada. Eu sugiro que você observe o recinto da rua (pela cerca) ou compre o bilhete combos. Foi o que fizemos, pagamos o bilhete combo.

Termas de San Lázarro

Do outro lado do circo romano, atravessando a avenida, temos as ruínas arqueológicas das Termas Romanas de San Lázarro. Se quiser acessar este local arqueológico, é importante atravessar a avenida, assim que sair do Centro de Interpretação do Circo Romano. A área é cercada por uma cerca baixa e vazada que permite a visualização das termas. Várias placas no local contam um pouco de sua história e descoberta. 
A visita é rápida e bem interessante para quem está a pé. Quem estiver de carro pode ter dificuldade em estacionar. Pesquise antes.

Aqueduto de San Lázarro

De frente para as termas fica o Aqueduto de San Lázarro, ou o que restou do mesmo. Construído no século XVI, sobre as ruínas do aqueduto romano.

 O Aqueduto de San Lázaro não é o único de Mérida. Há ainda o Aqueduto Los Milagros (Aqueduto dos Milagres), que percorre o leito do rio Albarregas e no período romano fornecia água para a cidade e algumas fontes termais. Vale ver pelo valor histórico. Mas, leva muito tempo de caminhada. Resolvemos não visitar este outro aqueduto. 

Rio Guadiana e Ponte Romana:

O tempo estava muito quente. Voltamos ao nosso hotel para relaxar e descansar um pouco. No caminho almoçamos. 
Quando chegamos ao hotel, ainda estava bem quente e eu teria amado usar a piscina do hotel. Porém, ela não estava operante. Lamentável.
Após um merecido descanso, retornamos ao nosso passeio. Desta vez seguimos de carro. Nos centros históricos das cidades antigas, estacionar o carro pode ser um pouco problemático. Encontramos um local, próximo ao Rio Guadiana e perto de alguns pontos turísticos de interesse.
Atravessamos a avenida Paseo Roma para apreciar a paisagem.
Um agradável caminho sombreado, ao longo do rio, que convida ao passeio e contemplação. Ao longo do caminho, vários bancos para descanso, leitura ou bate-papo.
No meio da vegetação podemos ver o rio Guadiana e a Ponte Romana ao fundo. 
Construída por volta do ano 25 a.C., pelo Imperador Augusto, com grandes blocos de pedras, totalizando 792 metros de comprimento e 12 metros de altura. Possui ao todo 60 grandes arcos assentados sobre robustas pilastras. As aberturas em arco nas pilastras, impedem que as enchentes do rio danifiquem a ponte.
Desde 1993, esta ponte passou a ser restrita a pedestres.
Uma pequena curiosidade: O nome original do rio era Anas, isto no período romano. No período árabe, o prefixo Guad (significa rio) foi adicionado. De Guad Anas, para Guadiana foi um pulo.

Alcazaba Árabe ou Alcaçova Árabe

E, caminhando um pouco mais, chegamos ao nosso próximo monumento em Mérida. A Alcazaba Árabe, anunciada por sua imponente muralha. Mas, antes, vamos parar na praça Roma para admirar uma pequena curiosidade. 
- Loba Capitolina
Na rotatória que marca a entrada da cidadela muçulmana e o início do Paseo de Roma, uma curiosa escultura em bronze intitulada de La Loba Capitolina sobre um pedestal em mármore.  
A escultura de 1997, representa o mito da loba capitolina amamentando os gêmeos Rômulo e Remo. Após crescer Rômulo matou Remo e fundou Roma (história super resumida). 
Este trabalho foi doado a Mérida pela cidade de Roma. Um reconhecimento ao patrimônio romano preservado na cidade.
Mas, não é só de construções romanas que vive o turismo de Mérida.
Os árabes também deixaram a sua marca na cidade. 
Alcazaba ou Alcáçova (do árabe al-qasbah, que se traduz por “cidadela”) é o nome pelo qual ficou conhecida a fortificação islâmica, construída no ano 835 d.C., por Abderramán II. Tinha a finalidade de defesa e proteção contra invasões externas e conflitos internos.
É considerada a mais antiga fortificação árabe na Península Ibérica.
É uma fortaleza de planta quadrada cercada por grossas e altas muralhas, além de 25 torres (algumas de origem cristã, adicionadas após a reconquista). As muralhas e construções internas foram feitas com blocos de granito, restos de construções romanas e visigodas. 
Do alto das muralhas da Alcazaba, em uma passarela denominada por adarve, temos uma linda vista da ponte romana sobre o rio Guadiana.
Na foto abaixo, reparem no arco metálico além da ponte romana. Trata-se da moderna Ponte Lusitânia com 480 metros de extensão, projeto do engenheiro e arquiteto Santiago Calatrava, inaugurada em 1991.
Esta ponte foi construída para desafogar o trânsito automobilístico, após a ponte romana passar a ser pedonal. Além do tráfego de carros, no centro da ponte Lusitânia, há um caminho para pedestres.
Do alto das muralhas, também temos uma visão ampla do interior da cidadela árabe. Na época da construção da cidadela, várias ruas, casas e estabelecimentos romanos foram soterrados.
No interior da cidadela podemos encontrar restos arqueológicos dos períodos romano, visigodo, árabe e cristão.
A maior parte das estruturas muçulmanas não sobreviveram ao tempo. O que vemos são ruínas arqueológicas que nos dão ideia do passado. 
Abaixo, vista geral do interior da Alcazaba Árabe.
No interior da cidadela, a cisterna romana é a estrutura melhor preservada. Sobre a cisterna no passado havia uma mesquita (Mezquita-Aljibe Árabe) e uma torre de vigia. 
Na entrada que leva à cisterna subterrânea da Alcazaba, temos duas colunas visigodas. 
Na realidade são duas entradas iguais e opostas que levam ao interior através de uma escadaria dupla. No centro, ao final das escadarias, fica o acesso para a cisterna, um lençol freático do rio Guadiana. 
Segundo contam, a água vem do rio Guadiana e chega filtrada e límpida à cisterna. Uma única janela ilumina o ambiente.
Grossas paredes feitas de grandes blocos de pedra e a umidade interna, mantem a temperatura agradável, mesmo em dias quentes.
Água potável e fresca. 
Pode parecer pouca coisa, mas se você pensar que o feito foi realizado a vários séculos atrás, ... É impressionante.
Se você se sentar ao lado e ficar olhando a água por alguns instantes, poderá ser contemplado com pequenos peixes coloridos. 
Reparem na foto abaixo. A água cristalina funciona como um espelho que reflete o seu entorno. 
Você localizou o peixinho vermelho? Tão pequenininho, frágil e solitário, que por pouco não vi. kkkkkkkkk. Mas, há quem diga que costuma ter mais peixinhos. 
Na área noroeste ficavam as dependências do governador. Em 1230, ocorre a reconquista cristã, por Alfonso IX, e a cidade é entregue à Ordem de Santiago. E, a área noroeste, sofre várias remodelações ao longo dos séculos seguintes, sendo as mais importantes por volta do último trimestre do século XVI. Inicialmente, o edifício do governador foi remodelado para ser o Conventual Santiaguista. Igreja e convento cristão usados pelos cavaleiros da Ordem de Santiago. Na atualidade, após novas remodelações o prédio passou a sede da Presidência da Junta de Extremadura. Acesso pelo lado externo, localizado na Plaza del Rastro.
Abaixo, na parte interna da muralha noroeste, a Torre de la Pólvora (antiga Torre del Atajo) e seu pórtico. O pórtico neogótico foi construído no final do século XIX, reutilizando elementos romanos e visigodos.
Terminamos o passeio pela Alcazaba árabe com estas curiosas balas de pedra para canhão. Aqui, quanto maior o projétil, mais longe ele vai.

Área Arqueológica Morería:

Saímos satisfeitos com o que vimos na Alcazaba muçulmana, seguimos para o ponto onde deixamos nosso carro estacionado. Estacionamento pago.
Foi com surpresa que descobrimos que estávamos ao lado da Área Arqueológica Morería
Curiosa é a composição da área arqueológica com o moderno edifício dos Novos Conselhos. O prédio de repartição pública local, fica apoiado sobre microestacas, fornecendo sombra e proteção para a área arqueológica. Projeto do arquiteto Navarro Baldeweg. 
Interessante, mas de fora parece um pouco confuso.
A vontade era entrar e acessar esta área. Entretanto, o nosso tempo estava apertado e queríamos muito ir à Cripta de Santa Eulália. Entramos no carro e seguimos em frente.

Basílica e Cripta de Santa Eulália

Depois de conhecer um pouco da Mérida Romana e Árabe, que tal conhecer um poucadinho da Mérida Cristã?
Como parte do bilhete combos (combinado) seguimos para a Basílica de Santa Eulália, padroeira da cidade de Mérida, na Av. Extremadura.
No período romano o terreno da igreja era ocupado por casas. Passando a ser cemitério cristão no final do século III. Após o martírio e morte de Eulália, um santuário foi erguido sobre seu túmulo. Foi o primeiro templo cristão construído, na época do imperador Constantino, na Hispânia. Este santuário era muito popular do Reino Visigótico. Por volta do ano 560, a igreja foi reconstruída pelo bispo Fidelis de Mérida. Com a invasão islâmica (Almohads) a igreja foi destruída e o corpo de Eulália foi translado para Oviedo pelo Rei Silo do Reino das Astúrias, no ano de 780. Atualmente, os restos mortais da padroeira de Mérida, repousam em caixão de prata doado por Alfonso VI de Castela em 1075. Em 875, a comunidade cristã de Mérida fugiu para Badajoz, abandonando a igreja. Com a igreja abandonada e em ruínas, a área foi utilizada, pelos árabes, para atividades agrícolas. Após a reconquista cristã (1230), a basílica foi reconstruída, sobre a planta da antiga igreja paleocristã do século IV, reaproveitando suas ruínas, dando lugar à igreja atual.
A porta larga, em estilo românico, com arco em ferradura e arquivoltas sobrepostas em colunas com capitéis decorados.
Sobre pedestal de mármore, o busto de D. César Lozano Camberro, pároco de Santa Eulália. Trabalho do escultor Angel Texeira. 
Santa Eulália de Mérida, foi mártir aos 12 anos de idade, ao recusar abrir mão de sua fé cristã, sendo torturada e queimada viva. Fato ocorrido entre 303 a 305 d.C. 
Apenas em 1639, Santa Eulália tornou-se a padroeira de Mérida.
A primeira coisa que chama atenção é a pequena construção no átrio da igreja, porém destacada da mesma. 
Trata-se de um oratório em forma de capela dedicado a Santa Eulália, conhecido como Hornito (pequeno forno).
Parte do pórtico em mármore, na fachada do oratório, pertencia a um templo romano dedicado ao Deus Marte. No início do século XVII, as peças de mármore foram transferidas para o oratório. 
Do templo romano são as colunas de mármore, capitéis e relevos coríntios representando motivos florais e medalhões com cabeças de água-viva.
Uma das peças, na área frontal do pórtico, mantem a inscrição original gravada no mármore: MARTI SACRVM VETILLA. PACVLI (consagrado a Marte por Vettilla, esposa de Páculo).
O acesso ao Hornito é fechado com uma porta de ferro forjado. Dentro de um nicho uma escultura de Santa Eulália para veneração dos fiéis, que acendem velas e ofertam flores.
Para acessar a cripta é só contornar a lateral do prédio de dentro do próprio terreno da igreja.
Visitar o subsolo da igreja, permite ver ruínas arqueológicas da cripta de Santa Eulália, descobertas recentemente. 
Inicialmente, não se tinha ideia do que existia no subsolo. Imaginem a surpresa ao encontrarem túmulos e mausoléu de vários períodos, objetos diversos, ruínas de casas romanas e visigodas, murais pintados, ...
Antes de adentrar a cripta, passamos por uma área com vários murais explicativos com ilustrações. Mesmo que o seu tempo seja curto, é importante para uma melhor compreensão do que irá testemunhar.
A princípio, parece bem caótico e confuso. 
Várias placas sinalizam os pontos principais e contam um pouco de seu passado.
Uma pequena maquete ilustra e facilita o entendimento dos trabalhos arqueológicos na cripta da igreja, iniciados em 1990, após trabalhos de manutenção e melhorias no subsolo da basílica. 
Para evitar danos à igreja e tornar o ambiente seguro aos visitantes, foi construído uma megaestrutura de suporte em aço. 
É possível ver robustos pilares de sustentação, originais da igreja.
Abaixo, alguns murais pintados em paredes e descobertos séculos depois, oriundos da antiga cripta da Basílica Paleocristã.
Trata-se de um grande mausoléu tardio romano, redecorado com pinturas do século XVI. Não é incomum, ainda nos dias atuais, a reutilização de mausoléus e túmulos antigos para novos enterros.
Nos murais, da esquerda para a direita, os santos São Ivan, São Martim e Santa Ana. 
Por ter sido uma área usada no passado como cemitério, várias sepulturas foram escavadas. 
São sepulturas de várias épocas. Algumas mais conservadas do que outras.
Outras conservam seu tampo em mármore com inscrições originais. Como a sepultura selada por uma lápide em mármore de Gregory, período visigótico (foto abaixo).
Pela sua importância histórico e cultural, a cripta de Santa Eulália é parte do Conjunto Arqueológico de Mérida, este considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
A cripta faz parte do bilhete combinado. Mas, a igreja não está inclusa. É cobrado 2 € como doação para visitá-la. Em horário de culto, não é cobrado ingresso.
À parte de seu significado religioso, a igreja merece ser visitada para complementar o marco histórico/cultural dedicado à Santa Eulália. Além disto, foi o primeiro templo cristão erguido na região da Hispânia após a paz com o Imperador Constantino. 
No interior, a basílica é dividida em três naves que finalizam em três absides semicirculares, onde são observados vestígios da primitiva igreja cristã, traços visigodos e góticos. O que confere um aspecto rústico e medieval ao prédio.
 A abside central é mais ampla que as laterais.
Na abside central, na Capela-Mor, uma escultura de Santa Eulália, com 2 metros de altura, pode ser visualizada em um nicho central.
A escultura da Mártir e Patrona de Mérida, sustenta na mão esquerda duas coras em um ramo. Uma por sua santidade e outra por sua virgindade.  
Na capela do Santíssimo Sacramento, lateral à capela-mor, podemos ver o sacrário que guarda as hóstias consagradas.
Neste recinto um lindo vitral colorido ilumina o ambiente. 
Sustentando o teto abobadado, várias colunas com capiteis. Seriam do tempo dos Visigodos?
No fundo da nave central, um cercado de madeira, delimita a área do coro da igreja. 
Na parede posterior ao coro, vemos uma linda pintura religiosa, adornada com moldura talhada em madeira dourada. Lateralmente, dois nichos de madeira também em madeira talhada dourada, acomodam duas imagens de santos. Infelizmente, não consegui maiores detalhes deste trabalho. Se alguém tiver maiores informações, por favor compartilhe.
No lado direito à pintura, fica uma escada caracol em ferro que permite o acesso para a torre dos sinos.
Após a invasão e destruição do templo primitivo pelos árabes, mármores, pavimentos de mosaicos, e tetos dourados incorporados à basílica ao longo de sua história anterior à invasão, foram eliminados. Preciosidades perdidas para sempre.
Na abóbada da igreja, um rico trabalho em madeira formando o teto caixotado (foto abaixo). O teto foi remodelado no século XVI, mantendo a armadura em madeira de acordo com a tradição mudéjar.
Do alto, pendem vários lustres em ferro forjado.

O púlpito fica na nave central próximo da cabeceira da igreja à esquerda do altar-mor. A base, escadaria e parapeito do púlpito é feito em mármore. Sendo o parapeito ornado com relevos. Coroando o púlpito um belo trabalho em marcenaria. 
O púlpito é cercado por uma recente grade de ferro. O piso onde está localizado foi substituído por vidro grosso que permite visualizar parte da cripta da igreja.

Três esculturas representam Cristo em diferentes momentos. A paixão de Cristo, o Cristo crucificado e a Ascensão aos céus do Cristo ressuscitado.

A Pietá, não poderia faltar em uma igreja cristã. Ei-la. 
Abaixo, detalhe da Pietá. 
Vários murais, espalhados pela igreja, contam um pouco de sua estrutura e história. 
Alguns pontos turísticos são gratuitos. Mas, a maioria é paga. O ideal é comprar o bilhete combinado (combos) por 15 € (normal) ou 7,5 € (reduzido), que dá direito aos principais pontos de interesse (Teatro/Anfiteatro Romano, Alcazaba, Circo Romano, Cripta da Basílica de Santa Eulalia, Casa Mitreo-Columbarios, Morería). Foi o que fizemos. Não conseguimos ver a Casa Mitreo e a Moreria (esta última vimos por fora), mas vimos os pontos mais importantes e valeu pagar o bilhete combinado. Se você for comprar separado, só o Teatro/Anfiteatro custa 12 € e, o restante, 6 € cada atração, por pessoa. (Isto em maio 2019). 
O que não vimos em Mérida:
  • Museu Arqueológico de Arte Visigodo – Localizado no complexo Convento e Igreja de Santa Clara.
  • Aqueduto de los Milagros.
  • Casa del Anfiteatro (não entramos vimos apenas pela cerca).
  • Casa do Mitreo, antiga residência romana na praça de touros.
  • Fórum Romano formado por 5 edifícios diferentes: o Templo de Diana, Templo de Marte, Pórtico do Fórum, uma basílica e termas.
  • Arco Trajano.
  • Co-catedral de Santa Maria, na Praça de Espanha.
  • Casa de Columbariais.
Espero que vocês tenham apreciado esta postagem.
Eu particularmente, fiquei encantada com o tudo o que vi. Apenas lamentei o tempo corrido. Mas, se você quer conhecer vários lugares em uma única viagem, tem que se submeter ao tempo que não para e correr para alcançá-lo.
Se gostaram não deixem de curtir e compartilhar.
⇨ 😎 Viajando e sempre aprendendo. Muitas informações da postagem, foram conseguidas in loco, nos folhetos informativos dos monumentos, com os guias ou através de pesquisas na internet ("Santo Google" 🙌). 😉 
Aguardem a próxima postagem  Córdoba, Espanha.

Bjs e até a próxima postagem que pode ser artes, guloseimas ou companhia (pensamentos, viagens, passeios, ..., devaneios)!!! 💋💋💋
Para quem se animar:  
FAÇAM A MALA e BOA VIAGEM!!!!!
Um abraço carinhoso a todos os meus familiares, amigos e visitantes,
                   Teresa Cintra

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