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quarta-feira, 23 de julho de 2014

SANTIAGO - CHILE

Faz algum tempo que não posto nada relacionado com viagens e passeios, mas resolvi compensar com algo especial.
Hoje nosso destino será Santiago, cidade chilena aos pés da Cordilheiras dos Andes. 
Fiz esta viagem com meu marido e alguns amigos. No total eramos 20 pessoas. 
Foram apenas 8 dias, mas apesar do curto período aproveitamos ao máximo. Tivemos um pouco de tudo: museus, praças, zoológicos, estação de esqui, vinícola, compras e até a visitação a uma cidade praieira em pleno inverno chileno.  

1º dia: Chegada a Santiago.
A viagem é um pouco cansativa pela parada obrigatória em São Paulo para escala e troca de avião. Outra coisa bem chatinha foi a necessidade de passar pelo Rx de Recife à São Paulo, de SP à Santiago e depois na própria Santiago. É um tal de tirar relógio, pulseiras, cintos, celulares e... botas. É eu fui de botas que apitava sempre que tentava passar pelo Rx. Então a solução era tirá-las e calçar uma pantufa (propé) descartável. Chiquérrimo!!! kkkkkkkkkkkkkk.

Quem for fazer esta viagem ou outras de longa duração não deixem de levar um bom livro para passar o tempo.
O voo foi bem tranquilo sem turbulências com um maravilhoso céu sob os Andes. Praticamente não havia nuvens e fomos brindados com vistas espetaculares da Cordilheira.  


VIAGEM








Enfim, chegamos em solo chileno. Para nossa estadia em Santiago, fizemos um pacote com a empresa Snow Tours, que providenciou a reserva do hotel, o transfer tanto da ida como do regresso e alguns passeios. 
A nossa alegria na chegada não foi totalmente completa. O motorista responsável pelo transfer, não sabia em qual hotel estávamos hospedados e nos deixou a alguns quarteirões de distância de nosso destino final. Alguns integrantes do grupo sabiam o nome do hotel, mas não sabiam em qual bairro ficava. Tampouco sabíamos que havia mais de um hotel com o mesmo nome, só que em bairros diferentes. Pelo menos esta foi a explicação dada para justificar o erro do transfer na chegada.
Até resolvermos o problema perdemos tempo e nos estressamos um bocado. Ficamos literalmente no meio da rua de mala e cuia, até sermos resgatados por outra condução, após exaustivos contatos com a Snow Tours. Transcorridos um bom tempo de espera, duas vans de transporte foram enviadas. A condução que eu e meu marido pegamos nos cobrou pelo serviço complementar. O motorista da 2ª van não cobrou nada, alegando ser da empresa de turismo responsável pelo transfer. Não entendi porque o outro nos cobrou se também era da mesma empresa, mas... 
Moral da história: tenha o nome e o endereço do hotel em mãos sempre que viajar. Nunca confie na eficiência de um serviço que você desconhece. O mais estranho é que o hotel em que nos hospedamos fica na mesma rua que o escritório da empresa de turismo que contratamos. Um outro detalhe curioso é que o hotel, na realidade apart-hotel, leva o nome do bairro em que fica localizado: Plaza Suites e Lastarria Suites Apart Hotels. O bairro é o Lastarria. Será que tem outro hotel com o nome Lastarria em outro bairro? Olha, tem explicação que é melhor não dar.
O Apart-hotel conta com várias torres, 4 no total, e mistura residentes com visitantes. Fomos distribuídos de tal forma que ficamos longe uns dos outros. Ficamos no 904B. 
Achei o serviço de recepção bem confuso. A portaria do hotel anotou os nossos nomes e depois fomos enviados ao 13º andar do bloco A, onde fica a recepção que controla os apartamentos para temporadas. Os porteiros são pouco prestativos, e normalmente não esclarecem dúvidas. Não sei porque a portaria anotou nossos nomes em uma lista, saíamos e entrávamos a qualquer hora sem necessidade de identificação. 
O Apart-hotel possui garagem, mas o pagamento não está incluído na diária. Quem for de carro ou for alugar um, deve ficar atento aos valores junto à recepção e não à portaria (que desconhece o valor).
O quarto é bem amplo, tipo Flat, com cozinha americana equipada, sala com uma minúscula varanda, quarto e banheiro. As acomodações estavam bem higienizadas e arrumadas. Eu diria que o ambiente privativo é bem simpático e agradável.
Nosso interfone estava em pane e após várias tentativas para conserto, só foi resolvido na véspera de retornarmos ao Brasil.
Também tivemos dificuldades no início com o cofre que estava fechado e não queria abrir, mas isto a recepção resolveu logo no primeiro dia.




Da varanda da suite a vista da cidade não é bonita, mas conseguimos avistar a cordilheira dos Andes.


Como o apart-hotel não tem refeitório próprio, para o café da manhã, recebemos tíquetes, tipo vales, para uma cafeteria próxima ao apart-hotel. O café era bem simples e sem muita opção. Café puro (ou café com leite), pão de caixa com queijo e presunto (misto quente), um copo pequeno de suco e alguns biscoitos simples. Diariamente, sempre o mesmo cardápio. Quem quis chocolate quente, teve que pagar por fora. Não há opção de frutas, ovos, iogurte e cereais mesmo pagando por fora. Como a cafeteria não abre aos domingos e feriados, ela envia ao quarto o café na véspera. Outro problema é o horário de abertura para o público, inclusive turistas. 08:00h de 2ª a 6ª feira e às 09:00h no sábado. Como tínhamos uma programação na 3ª feira para o Valle Nevado com saída para as 07:30h, perdemos o café da manhã na cafeteria. E fica por isto mesmo, cada qual que se vire para achar uma solução. Tivemos que preparar nosso café no quarto. Mas, com um bom supermercado ao lado e o apart-hotel bem equipado, tiramos isto de letra.

Um ponto positivo para o hotel é sua localização bem central, próximo a várias opções de compras, casas de câmbio, estação de metrô, Mercado Central, praças, museus, Cerro Santa Lúcia, Biblioteca Nacional, livrarias, restaurantes e bares noturnos. Bem ao lado do hotel tem um grande supermercado com uma boa variedade de artigos de limpeza e alimentícios. 
No final, após fazer a burocracia da chegada e nos acomodarmos no hotel, já era praticamente noite. Tomamos um banho e saímos para comer alguma coisa. Naturalmente, o jantar foi regado a um bom vinho chileno.
2º dia: Turistando em Santiago

Lojas para compras é o que não falta. São tantas que o tempo se torna curto.
Mercado Central de Santiago: Inaugurado em 1872. Em 1998 foi declarado monumento nacional. Considerado o melhor lugar para desfrutar da gastronomia típica chilena, com destaque importante para os pratos com frutos do mar. Naturalmente, optamos por almoçar por lá.
Este é o centolla, caranguejo gigante que vive em água profundas, principal atração do Mercado Central. O prato serve duas pessoas e tem o seu preço bem salgado. Para beber vinho, cerveja e pisco. 
AMERICA DO SUL











Museu História Nacional: Situado na Plaza das Armas













Iglesia y Convento de La Merced:
Atualmente, apenas a igreja continua funcionando. O que era o Convento foi transformado no Museu da Merced.



AMERICA DO SUL

3º dia:
Zoológico Nacional: Localizado no Parque Metropolitano de Santiago, morro de San Cristóbal, no bairro de Bella Vista.
Saímos a pé do hotel até o Morro de San Cristóbal onde fica o zoo. Aproveitamos para admirar o caminho e os seus encantos.








Para se chegar ao topo do Morro de San Cristóbal, onde fica o santuário da Imaculada Concepción, deve-se pegar um bondinho, o Funicular, que faz uma parada no meio do caminho para o zoológico.
Mas se for apenas para o zoológico existe um acesso por escadas. Se você não estiver muito cansado, vale a vista pelo caminho a pé.












Depois de uma longa escadaria com paradas obrigatórias para descanso e fotos, chegamos ao Zoológico de Santiago. Gente, não é brincadeira, a vista da cidade e da Cordilheira é fantástica. Só não é melhor por conta da poluição que deixa a cordilheira com baixa visibilidade, algo apagada. Ainda assim valeu o esforço da subida.
No início, eu achei que a ida ao zoológico era algo sem futuro. Eu conheço vários zoos maravilhosos e acreditava que o de Santiago não iria valer a pena. Felizmente, fui voto vencido. Eu terminei o passeio maravilhada com o zoo, a variedade de animais e o cuidado dedicado aos mesmos. O espaço dos animais é bem cuidado e limpo. Canguru, raposa, girafa, tigre alpino, leão, leopardo, porco espinho, elefante, urso pardo, lobo marinho, pinguim, águia, condor (símbolo dos andes), flamingo, alpaca, camelo e muitos outros. São vários animais distribuídos em espécies nativas e exóticas. Não contei. rsrsrsrsrsrs.
Também tem urso polar, zebra e hipopótamo. Infelizmente estes três eu não vi. São tantos caminhos e atalhos que eu e meu marido passamos direto. O restante do grupo viu e ficaram maravilhados com o urso polar. Sei que pode parecer estranho para a maioria das pessoas, mas se você mora em um país tropical como o Brasil, são estes animais do frio (pinguim, urso polar) que fazem a diferença no zoo. Lamentei muito ter perdido esta oportunidade. Quem sabe em uma próxima vez ou outro zoo.

















O aviário é algo especial, com várias espécies convivendo em um mesmo espaço. O visitante circula dentro do aviário, por uma passarela elevada de onde pode observar as aves em uma profusão de cores. 



Os felinos, como não poderia deixar de ser, encantam pelo porte majestoso e, mesmo gradeados e sonolentos, impõe respeito e admiração.








Ainda tem muito mais. Não vimos nem a metade dos animais. Continuamos nossa caminhada registrando aqueles que mais gostamos.



























Vejam abaixo que espécie diferente de lêmure encontramos no zoo. kkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Restaurante La Hacienda Gaucha:
Atividade física, principalmente nas férias, estimula o apetite. No zoológico as opções são restritas a um lanche rápido, do tipo batatas fritas, biscoitos e balas.
Logo na saída tem alguns restaurantes, mas eu não recomendo. Algumas pessoas do grupo resolveram arriscar e pediram um prato com carne e fritas. Se arrependeram. A carne estava dura, cheia de nervos e gordura. E a batata frita muito oleosa.
Resolvemos andar um pouco mais e almoçar no restaurande La Hacienda Gaucha. A comida estava super saborosa, a carne macia e suculenta, ao ponto (a pedido). O acompanhamento vem por fora de acordo com a solicitação do cliente.
Aproveitei para tomar uma pisco, uma bebida que lembra a caipirinha brasileira.
RESTAURANTE LA HACIENDA GAUCHA





Pátio Bella Vista: Ponto turístico com várias lojas de artesanato local, restaurantes e pubs. Funciona diariamente. Os bares, restaurantes e cafeterias ficam abertas até de madrugada (02:00 a 04:00h). As lojas fecham às 22h.





No entorno do Pátio Bella Vista, existem vários outros bares e restaurantes. É um lugar bem agradável.
Feira de artesanato popular:


Parque Florestal: Começa na estação de metrô Baquedano e vai até o Mercado Central, ao lado do rio Mapocho. O parque é bem frequentado por turistas, artistas, estudantes e chilenos. Além de muitos cachorros, boa parte abandonado embora aparentando ser de raça. Esta é uma característica que me impressionou muito no Chile, o alto número de cães vagando livremente pela cidade.






Museu Nacional de Belas Artes:
Meu marido e eu resolvemos voltar a pé para o hotel. O restante do grupo retornou de táxi.
Seguimos até o final do Parque Florestal e nos deparamos com o Museu Nacional de Belas Artes, ainda aberto, nos convidando para entrar.
MUSEU DE BELAS ARTES



MUSEU DE BELAS ARTES
4º dia: Dia sócio-gastronômico-etílico-cultural. Neste dia não tinha nenhuma programação para todo o grupo. Terminamos nos dividindo e cada qual escolheu uma programação a seu gosto. Compras, passeios pela cidade.
Um dos integrantes do grupo, Carlos, tem um filho que mora no Chile e nos convidou para fazer uma visita ao mesmo. Achamos o convite muito simpático e amável. Topamos na hora. Compramos alguns vinhos e seguimos animados com a possibilidade de conhecer uma área residencial do país.
Almoço na casa de Thiago e Isabel em Lostrapenses (Camino Las Hualtatas).


A vista ao redor é algo deslumbrante. A sensação é que o condomínio ficava aos pés da cordilheira. Bem coladinho. Fabuloso!


Dia particularmente especial com delicioso churrasco, pessoas maravilhosas e um espetacular sol.




À medida que as horas passavam, o sol esquentava e começamos a nos livrar do peso dos casacos e cachecóis. Esta foi a única vez que senti calor nos Andes, pelo menos por pouco tempo. Admito que, além do calor da churrasqueira, o vinho e a cerveja ajudaram um pouco.






Este foi um dia memorável que terminou com a vitória da Alemanha na Copa 2014. Foi um jogo bem disputado entre a Alemanha e a Argentina. Não foi desta vez que ganhamos, ficamos em 4º lugar. Bola pra frente que outras copas virão.



O dia sempre termina rápido quando estamos nos divertindo. Parece que as horas ficam curtas e a noite tem presa em chegar. Hora de despedir dos anfitriões e retornarmos ao hotel.


5º dia:Circulando por Santiago.


Centro Artesanal Los Dominicos em Las Condes: Trata-se de um conjunto de lojas construídas com barro e palha, onde são vendidos artesanatos chilenos feitos com couro, lã, madeira, barro, palha, pedras semipreciosas (lápis-lazúli), metais (cobre e prata), vidro e raízes.














Neste dia circulamos de metrô. Fiquei encantada com a quantidade de linhas, vagões limpos e numerosos. A única dificuldade é a língua. Os funcionários do metrô só falam espanhol, e rápido. Mas, a velha e universal mímica e o papel com o nome do lugar desejado, ajuda bastante. No final conseguimos desenrolar sem grandes dificuldades.
De volta ao centro de Santiago, hora de almoçar, para abastecimento e recuperarmos as energias. Afinal ninguém é de ferro. kkkkkkkkkkkkkkk.


Palácio de La Moneda: Situado na Plaza das Armas, recebe este nome, pois já foi usado para a fabricação de moedas chilenas, passando depois para residência oficial do presidente e atualmente é apenas o seu local de trabalho.




No final do dia começou a chover. Compramos um guarda-chuva e continuamos nosso passeio. No começo foi apenas um gotejar, depois a chuva tomou gosto e ficou bem forte. Resolvemos pegar um taxi. Estávamos andando pela cidade e nos afastamos do hotel. Acabamos entrando em um taxi que tinha deixado outro casal no lugar em que estávamos. Nossa que sorte, pelo menos foi o que pensamos. Dentro do veículo estranhei o valor do taxímetro, estava em mais de 20.000 pesos. Meu marido questionou e fomos informados que o valor inicial da corrida era de 2.000 pesos. Imaginamos que o valor estava em 20.000 porque o motorista tinha se esquecido de baixar a bandeira na saída do outro casal. Neste momento, o motorista ficou irritado e começou a dizer que não estava entendendo. Ele não tomou nenhuma ação para corrigir o valor. Reclamamos sem êxito e pedimos para descer. Resolvemos fazer o restante do percurso de metrô. Havia uma estação próxima ao lugar em que estávamos e outra perto do nosso hotel.
Apenas fica como lembrete para todos os que amam viajar. Oportunistas têm em todo lugar. Podemos não falar a língua local, mas os números são universais. 2.000 são 2.000; 20.000 são 20.000 não importa a moeda local, país ou continente.

6º dia:

Passeio programado para sair às 07:30h, só saiu às 08:50h. A empresa SnowTours, confundiu o dia do Valle Nevado com o dia do passeio em Valparaíso e Viña del Mar. Abrimos mão do café da manhã, na cafeteria, sem a menor necessidade. Teria dado tempo suficiente. Mais um furo gerencial da empresa de turismo.
Como não era meu interesse esquiar, mas apenas conhecer os Andes, eu não aluguei roupas e sapatos para esqui. Quem for esquiar deve estar devidamente vestido com roupas impermeáveis e quentes. Não é preciso comprar, estas roupas podem ser alugadas na saída de Santiago ou nas estações de esqui. Dizem que é mais barato em Santiago. Vale a pena pesquisar e se informar antes.
Valle Nevado: Estação de esqui no coração dos Andes.
Subida até 3.000m de altitude, em uma estreita estrada de mão dubla de 29 km de extensão, com 60 curvas, sendo algumas bem acentuadas. Embora o dia estive claro com sol pela manhã, o frio foi companheiro fiel durante todo o passeio.












Em um determinado trecho, o ônibus deve que parar para  ser colocado correntes nos pneus. Aproveitamos para descer e esticar as pernas. Momento que a criança existente em cada integrante "adulto" da excursão se manifestou, com direito a guerra de bola de neve. Estas crianças!!!









Quem quiser usar o teleférico, esquiar ou fazer aulas de esqui, deve comprar um ticket para um dia (Day Ski) ou um pacote para um tempo maior. O teleférico fica na Plaza La Góndola. Lugar onde algumas conduções abertas levam visitantes que não irão esquiar ao ponto mais alto.







Subimos nesta conduções abertas. Vejam que lindo visual.
 A linha sinuosa na neve é a pista que subimos de ônibus até a Plaza La Góndola.
Depois de menos de 5 minutos na condução, chegamos ao nosso destino final. A demora maior é esperar a condução.










Eu me contentei em observar e conhecer o lugar sem me aventurar demais. Mas, sendo meu primeiro contato com a neve, não pude resistir em tocar e até mesmo pegar um tiquinho só pra sentir a textura e frio. Parece o gelo formado em congelador que não é frost free. Rsrsrsrsrsrsrs.







VALLE NEVADO

Um bom passatempo para quem não está esquiando é ficar observando os corajosos. Alguns mais experientes e outros apenas começando. E, vez ou outra, um tombo, aqui e acolá.
VALLE NEVADO
Depois de "brincar" na neve, nada como um delicioso chocolate quente para aquecer o corpo e o espírito. Os "meninos" preferiram uma cerveja. Felizmente, o bar-restaurante La Leñera, possui uma central de aquecimento bem eficaz e acolhedor. Nem dava vontade de sair.





Do lado de fora do bar, o aquecimento ficava por conta de várias fogueiras espalhadas entre as mesas.




Hora de pegar novamente a condução para a Plaza de Gôndola e de lá ir para Farellones em nosso ônibus. Esta condução aberta é uma mão na roda, mas o vento frio e cortante era torturante. Ui!
Antes de chegarmos a Farellones, ainda paramos em uma pequena estação de esqui para iniciantes. 








VALLE NEVADO














Farellones: Na descida do Valle Nevado fizemos uma parada em Farellones. Trata-se de um pequeno povoado a 2.300m de altitude, com pistas de esqui para iniciantes, tubing (descida na neve em boias), tirolesa (canopy), caminhadas na neve com raquetes, bares, restaurantes e uma incrível vista.
FARELLONES






FARELLONES








FARELLONES








Mais um dia fabuloso que chega ao fim. Hora de descer a colina.
FARELLONES




E a noite termina em vinho, muita conversa e animação.
7º dia: Curacavi, Valle de Casablanca, Valparaíso e Viña del Mar.
Legal, hoje a empresa não atrasou, e ainda conseguimos tomar café. Bom d+. Também a hora do passeio foi marcado para as 08:30h.
Curacavi:
Antes de chegar em Valparaíso, fizemos uma rápida parada em Curacavi, no restaurante Los Hornitos. Lá experimentamos a chicha (bebida fermentada da uva, doce e com alto teor alcoólico) e as empanadas de forno, tradicionais em Curacavi.













Valle de Casablanca:
Região próxima de Santiago com vários vinhedos e vinícolas. O destaque da região vai para os vinhos brancos chardonnay e Sauvignon blanc e o tinto Pinot Noir.
Visitamos a Vinícola orgânica Emiliana com um tour pelas plantações e degustação de quatro tipos de vinhos de sua produção. Fizemos um passeio pelas parreiras durante o qual nos foi falado sobre os tipos de solo, variedade das mudas plantadas, o processo de plantio, poda das parreiras, métodos orgânicos de combate a pragas sem uso de pesticidas ou agrotóxicos. Também foi feito uma explanação rápida sobre o uso de galinhas para diminuir as pragas, o uso de adubo natural oriundos das alpacas, a plantação em consórcio de outras plantas para enriquecimento do solo.
VINÍCOLA




Eu achava que alpaca e lhama era a mesma coisa. Não são. As alpacas são menores e mais dóceis, sendo sua domesticação menos trabalhosa.


O tour, que não durou 30 minutos, com a degustação de vinhos orgânicos, sendo dois brancos e dois tintos. Se não me falha a lembrança, acho que a ordem foi esta: Adobe, Novas, Signos de Origem e Coyam. Os dois primeiros brancos e os dois últimos tintos. Nosso grupo (apenas 07 fizeram a degustação) elegeu o 2º e o último vinho como os melhores dos que foram apresentados. Infelizmente não anotei qual era a uva de cada vinho.




O lugar é muito bonito, com belíssimos gramados. A construção que abriga o local de degustação também é bem interessante e se harmoniza perfeitamente com o cenário local.



VINÍCOLA




Confesso que eu fiquei algo decepcionada com o tour na vinícola. Em parte porque nesta época as parreiras estão secas e podadas, o que não é culpa de ninguém. E também porque não visitamos a parte onde ocorre o processo de produção do vinho nos tanques de aço para fermentação e nem as salas com os barris de carvalho ou mesmo o local onde as garrafas são armazenadas para completar o seu processo de envelhecimento. Achei o valor cobrado pelo tour com degustação caro considerando o que foi apresentado e nossa experiência em outras vinícolas de porte similar. Pagamos 13.000 pesos por pessoa.
No final do passeio, como não poderia deixar de ser, terminamos em uma lojinha onde ficavam expostos os vinhos para compra e outros artigos da região feitos com a lã de alpaca. Naturalmente, compramos alguns vinhos para degustação posterior e apreciação com mais calma.


Valparaíso:
Cidade portuária, considerada Patrimônio Cultural da humanidade pela UNESCO em 2003. Os monumentos históricos contrastam com as casas coloridas no morro da cidade.
VALPARAÍSO




VALPARAÍSO


Viña del Mar:
Principal balneário chileno, conhecida também como a cidade jardim.
É uma cidade mais moderna que Valparaíso, com uma arquitetura curiosa e bem planejada a beira mar.


VIÑA DEL MAR




Em Viña del Mar, almoçamos em um restaurante a beira mar com um nome bem exótico: Calfulafquen. O forte do restaurante são os pratos com peixes e frutos do mar, mas para quem quiser também tem carnes e saladas. 


As construções na beira mar são bem curiosas. Como é uma região com morro os prédios são construídos como se cada andar fosse um degrau. A estrutura tem que ser bem planejada não apenas pelo declive e por ser uma região com terremotos frequentes.
VIÑA DEL MAR
No final do passeio durante o retorno para Santiago fomos agraciados com um belíssimo pôr-do-sol no pacífico. MARAVILHOSO!!!!

VIÑA DEL MAR

8º dia:
Regresso ao Brasil. Acordar de madrugada e passar o dia entre aviões e aeroportos. A maratona é a seguinte: Santiago - São Paulo (alfândega) - Recife. E novamente irei de botas. Lembram, daquela que apita no RX? Gente, não é gostar de sofrer. É apenas uma questão de espaço na mala, que volta um pouco mais pesada. 

Na bagagem além de pequenas lembranças da viagem, levo boas recordações. 
As lembranças típicas chilenas podem ser encontradas em vários lugares. No inverno, as roupas de lã de ilhama são bem comuns. Gorros, luvas, casacos, botas forradas, cachecol, mantas...uma infinidade de artigos feitos com o material tão comum nos Alpes.
Mas, a lembrança que mais me marcou, é o novo conceito que formei sobre este país. 
Santiago do Chile é uma cidade bem organizada, com ruas e avenidas largas e bem pavimentada. Não vi ruas ou calçadas esburacadas, ou mesmo com ementas no asfalto. As praças são amplas e muito bem cuidadas, mesmo no inverno. Faz gosto caminhar pelas ruas e praças. Uma cidade limpa, com poucas pichações (nenhuma em monumento público), reflete um povo voltado para a conservação do bem comum. 
Talvez os chilenos sejam um pouco retraídos e menos acolhedores que os brasileiros por conta do clima frio ou de sua formação cultural. 
Alguns inconvenientes comuns a quem viaja, como atraso nos horários, erros em contas, dificuldades de comunicação em alguns casos, não tiram o brilho e o encanto do Chile. 


Não sei o interior, mas o que visitamos, eu recomendo sem pensar duas vezes. Vale muito a pena conhecer este lindo país. Portanto, planejem sua viagem sem medo e pé na estrada. Apenas se organize e planeje os passeios com antecedência, escolha uma boa companhia de turismo. Viajar em grupo é maravilhoso, sempre tem alguém que já esteve no lugar e pode esclarecer dúvidas e contribuir com sugestões. 
O mais difícil foi selecionar as fotos para este link, muitas ficaram de fora.
Bjs e até a próxima viagem!!!
Para quem se animar:  

                        BOA VIAGEM!!!!!

Se vocês tiverem gostado desta viagem, não deixem de ver








Conhecendo os parques de Orlando, Flórida, USA








ARGENTINA




2 comentários:

  1. Olaaa amei seus comentários a respeito dos seus passeios. Vou em Setembro e já salvei essa página pra me ajudar na viagem. Só me tira uma duvida por favor...os casacos, gorros, cachecóis, luvas etc p frio são baratos ou preço normal encontrados no Brasil?? (Moro em Maceió. Você é de Recife, isso?) Aguardo sua resposta. Beijinhos

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    1. Oi, fico feliz em ter ajudado.
      Eu moro em Recife, mas sou natural de MG. Tenho portanto, algumas roupas de inverno.
      O Chile é bem frio, principalmente para nós que moramos no Nordeste brasileiro.
      Eu encontrei muitos artigos no Chile com um preço bem em conta (luvas, gorros, casacos, botas). Comprei poucas coisas, pois já tinha bastante. Mas vale a pena. Aqui em Recife roupas de inverno são bem caras. Só não vá totalmente desprevenida. Setembro não está tão frio como na época que eu fui (julho). Faça uma conferida na previsão de tempo (que às vezes não funciona e pode ocorrer alguma frente fria). No Vale gelado sempre tem neve, portanto é sempre frio. Eles tem aluguel de roupa. Não aluguei, usei as minhas e deu para o gasto.
      Se você for esquiar é preciso que além de quente a roupa seja impermeável. Aí tem que alugar ou comprar.
      Bjs e boa viagem.

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