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sábado, 19 de setembro de 2015

ARTISTA PERNAMBUCANO DA HORA

ABELARDO DA HORA

Em um agradável passeio com meu marido pela Praça do Marco Zero, em Recife-PE, resolvemos dar uma entradinha no prédio da Caixa Cultural Recife. Lá sempre tem exposições itinerantes bem interessantes.
Marco Zero Recife; ARTE ALHEIA; EVENTO; EXPERIÊNCIA PESSOAL; OPINIÃO; POEMA; RECIFE; TURISMO; Abelardo da Hora; artista pernambucano
Marco Zero Recife; ARTE ALHEIA; EVENTO; EXPERIÊNCIA PESSOAL; OPINIÃO; POEMA; RECIFE; TURISMO; Abelardo da Hora; artista pernambucano
UAU!!! Nem acreditei no que vi. Espetacular!!!
Nós fomos brindados com uma maravilhosa exposição de Abelardo da Hora.
ARTE ALHEIA; EVENTO; EXPERIÊNCIA PESSOAL; OPINIÃO; POEMA; RECIFE; TURISMO; Abelardo da Hora; artista pernambucano
De quem?
Abelardo Germano da Hora (1924 a 2014) artista visual e plástico, escultor, ceramista, pintor, desenhista, professor e poeta pernambucano. Um artista completo. Será que me esqueci de algo? Acho que não.
Embora pouco conhecido no restante do Brasil e no mundo, suas obras estão espalhadas por todo Recife, tornando-se parte do cotidiano pernambucano. Muitos desconhecem a autoria destas obras, mas não estão imunes aos traços marcantes do artista. Impossível não parar para admirar e quem sabe fazer uma pose para foto com a obra ao fundo. Até na exposição é impossível resistir.
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Longe de suas obras Abelardo pode parecer uma pessoa simples e comum. Apenas um senhor calmo e simpático. Mero engano, este pernambucano arretado e de muita fibra possui uma primorosa formação: Artes Decorativas no Colégio Industrial Prof. Agamenon Magalhães, Curso Livre de Escultura na Escola de Belas Artes de Pernambuco e Curso de Bacharelado em Direito na Faculdade de Direito de Olinda. 
Suas obras nos anos de 1957 e 1958 percorreram vários países da Europa, a Mongólia, a Argentina, Israel, a antiga União Soviética, a China e os Estados Unidos. Ao exterior retornou nos anos de 1986 e 2005  à França, Paris.
Sua principal matéria prima é o cimento que aprendeu a moldar e torná-lo resistente ao tempo e clima da região. Na miniatura da peça intitulada "Beijo", abaixo, ele mostrou a quem quisesse aprender as principais etapas de produção.
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As formas femininas são bem representadas nas obras do artista e encantam a todos. Muitas embelezam os jardins de praças,  prédios residenciais ou comerciais de Recife.
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Não são apenas as mulheres e suas formas que serviram de inspiração para o acervo do artista. Abaixo uma réplica em tamanho bem menor da obra “O artilheiro”. A original em bronze com 5 metros de altura e pesando 1,5 toneladas, está na entrada da Arena Pernambucana.
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Além do cimento, usa outras matérias primas como o mármore e o bronze.
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Como desenhista deixou várias contribuições para a cultura pernambucana.
A coleção "Danças Brasileiras de Carnaval".
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A que traz deliciosas recordações de infância, "É hora de brincar".
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Arte que fala, transforma e questiona!
Boa parte de suas obras, No início da carreira, retrata o sofrimento e cotidiano dos que vivem na periferia da sociedade, onde lutam pela sobrevivência em condições sub-humanas. Forte crítica social que choca pelo realismo. Fato que conferiu ao artista o título de subversivo na época da Ditadura Militar. Confiram abaixo alguns exemplos destes trabalhos:
Um dos 22 desenhos do belo e polêmico álbum “Meninos do Recife” em nanquim, feito em 1962.
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E aqui, o poema feito por Abelardo, no mesmo ano, para complementar o álbum do mesmo título.

Meninos Do Recife
                                                 (ABELARDO DA HORA)
Meninos do Recife
São habitantes anônimos
Dessa cidade alagada,
De limo e pedra formada
Sob marés.
Submersa.

Em lodo, em lama inconsistente,
Consubstanciada.
Vasto poço de afogados,
Habitação de mitos e de fantasmas.
Imenso pasto de pestes.
Cidade desabrigada.

Habitantes desse pântano,
Sem escrituras, sem títulos.
Submetidos ao ócio
que gera a fome e o vício
E um calendário implacável
De misérias e imprevistos.

São apenas habitantes
Dessa cidade alagada,
Atirados sobre a lama,
Sob as marés da desgraça.


A FOME E O BRADO (1947)
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E muito mais...
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Depois da exposição aproveite um pouco do espaço ao redor da Praça do Marco Zero. Além do Centro de artesanato de Pernambuco (CAPE), existem vários barzinhos e restaurantes em um dos armazéns.
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Para quem quiser se distrair com uma boa pescaria, não espere convite. É só lançar a isca e aguardar que o peixe é certo.
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O peixe acima não foi meu marido quem pescou, mas ele ficou bem balançado em voltar com uma vara e anzol. Oba! Peixe fresco à vista.
Senão, vale sentar em um banco ou apenas encostar-se à mureta e apreciar a vista e deixar o tempo passar bem devagarinho.
► A exposição "Abelardo da Hora - 90 Anos de Vida e Arte" que começou no dia 13 de agosto, termina no dia 27 de setembro, na CAIXA Cultural Recife. A entrada é grátis. 

O Homem é finito, eterno é sua obra! 
                                            TCintra.

DIVIRTA-SE E BOM PASSEIO!!!!
Obrigada pela visita. Um abraço carinhoso a todos.
                 Teresa Cintra
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